A varanda do Frangipani – Mia Couto

Depois de muito tempo, resolvi compartilhar as minhas leituras neste período de mestrado, não por preguiça, mas por desânimo, a pós-graduação suga todas as suas energias e qualquer leitura fora do contexto de sua pesquisa, o sentimento de culpa impera. Depois da minha qualificação (junho), resolvi retomar as minhas leituras, e por enquanto, já li 21 livros.

Pensei em fazer um post do livro “No seu pescoço” da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, mas como acabei de terminar a leitura do livro “A varanda do Frangipani” do Mia Couto, então vai tu.

Fonte: Companhia das letras

O livro é dividido em quinze capítulos, e cada capítulo é contada um pedaço da história, na ótica dos diversos personagens.

O livro começa com o Ermelindo, um xipoco (fantasma), morto antes da independência de Moçambique, como não fora enterrado de forma adequada, vive sob a árvore de Frangipani, na cidade de S. Nicolau, onde funciona um asilo. Com as comemorações da independência, decidem transforma-lo num herói nacional, Ermelindo, não fica nada contente, para conseguir paz, resolve morrer uma segunda vez e de forma definitiva. Para isso, encarna no policial Izidane Naíta, que tinha uma morte próxima.

O inspetor Izidane foi ao asilo investigar o assassinato do diretor da instituição, a partir desta investigação, se desenvolve a história, que é contada a partir dos depoimentos dos idosos e da enfermeira que vivem no asilo.

A partir dos depoimentos, Mia Couto mistura folclore, memórias da independência de Moçambique e a Cultura das etnias Moçambicana.

Este livro é daqueles que guardamos com carinho na memória e no coração, pois remete ao passado do nosso país, que também foi colonizados pelos portugueses. Nós faz refletir sobre o nosso papel em preservar a nossa história, e relembrar que nós lutamos.

Por fim, compartilharei uma imagem do Frangipani ou Jasmim-Manga.

Frangipani

Fonte: wikipedia

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XVIII Festa do Livro da USP 2016

Já tem data à aguardada XVIII Festa do Livro da USP!!!

Nos últimos anos o evento foi sediada pela Escola Politécnica, ano passado foi na Avenida Prof. Mello Moraes, travessa C e este também. A festa vai acontecer nos dias 22, 23, 24 e 25 de novembro de 2016, das 9 às 21 horas.

Assim que sair novas informações, vou atualizando.

Mais informações: http://www.edusp.com.br/festadolivro/

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Fotografia e Império: Paisagens para um Brasil moderno – Natalia Brizuela

A história da compra deste livro é bem engraçada (trágica), comprei “esse” livro juntamente com Hibisco Roxo na Amazon, quando recebi os dois livros, achei muito estranho a capa do “Fotografia e Império”, aí reparei que tinha comprado o livro errado, comprei “Fotografia e História” do Boris Kossoy. Como não tenho o mínimo interesse em fotografia, eu devolvi (a devolução na Amazon é uma porcaria) e comprei o certo.

Depois desse imbróglio de uma semana, as expectativas pela leitura do livro estavam nas alturas, sabe como é, quanto maior a altura, maior o tombo. Comecei a leitura, adorei o primeiro capítulo e só.

Fonte: Companhia das letras

A Natalia nasceu na Argentina, bacharela em Artes pela Universidade de Princeton,  tem PhD em Espanhol e Português pela Universidade de Nova York. Atualmente, é professora assistente no departamento de Espanhol e Português da Universidade Berkeley.

Voltando para o livro…

O livro é sobre a relação do Império brasileiro e a Fotografia. A autora  analisa algumas  imagens produzidas no Brasil por fotógrafos (em suma maioria) europeus. O livro é dividido em quatro capítulos, no primeiro capítulo a autora apresenta o inicio da fotografia no país, sobre o aval de D. Pedro II, o segundo capítulo trás o naturalista e fotógrafo Hercule Florence, o terceiro é sobre fotografias de alforriados, e conta com alguns desenhos do Debret e o último é sobre as fotografias que foram tiradas na Campanha de Canudos. Pelos capítulos, o livro é bastante interessante, mas me decepcionei, em alguns momentos me lembrei do livro “O sol do Brasil”, esse foi um dos motivos por não gostar.

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Reflexões de 2016

Genteeeeeee… esse ano está bem complicado pra essa pessoinha postar alguma coisa. Esse ano (repetição) aconteceu várias coisas na minha vida. Não casei ou tive filhos (os amigos sim), mas… entrei no mestrado na minha área, pra quem não lembra, sou formada em Biblioteconomia. Além do mestrado, também passei no vestibular, e estou fazendo Letras, os dois na USP (ostentação), por isso não tenho tempo nem para respirar.

Queria escrever algumas experiências no curso de Letras, mas até agora só rolaram lágrimas (brincadeira), mas vou tentar ser ativa..

Estou todo dia na USP Cidade Universitária, se quiser estudar junto, só colar.. rs!!

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João e Maria – Neil Gaiman

O post de hoje deveria ser sobre o quadrinho Persépolis, mas como não gostei e tenho várias críticas, precisaria de mais tempo para escrever algo interessante, então… resolvi escrever sobre um livro que eu ganhei do Neil Gaiman, o conto de fadas João e Maria.

O livro possui 56 páginas, com capa dura e com ilustrações em branco e preto.

Fonte: Arquivo pessoal

Fonte: Arquivo pessoal

Particularmente não gosto muito de contos de fadas, mas adoro o trabalho do Neil Gaiman. Gaiman reconta o clássico conto dos irmãos João e Maria que são abandonados pelos próprios pais numa floresta sombria, e depois tem que escapar da velhinha que mora numa casa feita de doce.

Fonte: Folha de S. Paulo

A história não tem nada demais, é o clássico conto dos Irmão Grimm que todos conhecem. O Neil Gaiman só alterou duas coisa do conto que todos conhecemos, a primeira, a dona da casa feita de doce é descrita como uma velha e não como uma bruxa, a segunda é que… vocês precisam ler para saber.

 

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Biblioteca Mario de Andrade

O post de hoje é sobre um lugar que eu não gosto nem um pouco, a Biblioteca Mário de Andrade.

A Biblioteca Mário de Andrade foi fundada em 1925, e é a maior biblioteca pública da cidade de São Paulo e a segunda maior biblioteca pública do país, atrás somente da Biblioteca Nacional (ainda não conheço, tentei visitar duas vezes, mas peguei uma época de greve dos funcionários federais). Após incorporar diversos acervos a biblioteca se estabilizou no atual edifício localizado no centro, na Rua da Consolação.

Fonte: Vitruvius Foto: Sylvia Masini

Entre 2007 e 2010 (sabe como é a gestão PSDB, as coisas demoram) a Biblioteca passou por uma grande reforma, com intervenções no edifício(fizeram caca na entrada), restauração do mobiliário e higienização do acervo.

Desde o ano passado, a biblioteca começou a funcionar 24h a Sala de Estudos, Sala de Convivência, Salas expositivas e Terraço.

Fonte: Site São Paulo

O mais importante, para fazer a carteirinha você precisar levar em qualquer uma das bibliotecas da prefeitura um comprovante de residência e o documento de identidade. Lembrando que a carteirinha serve para qualquer biblioteca municipal de São Paulo. E sim, tem que ser morador da Cidade de São Paulo para fazer. Caso você não more em sampa, mas na grande São Paulo, você pode fazer a carteirinha da Biblioteca São Paulo (a única biblioteca pública estadual).

Horários da biblioteca

Prédio Principal

Rua da Consolação, 94
Sala de Estudos, Sala de Convivência, Salas expositivas e Terraço
Todos os dias 24h (térreo e 3º andar)

Coleção de Artes – Sala Sérgio Milliet (1º andar)
2ª a 6ª, das 10h às 19h
Tel: (11) 3775-0010
E-mail: artesbma@prefeitura.sp.gov.br

Coleção de Obras Raras e Mapoteca (1º andar)
2ª a 6ª, das 9h às 17h, mediante agendamento
Tel. (11) 3775-0012
E-mail: rarosbma@prefeitura.sp.gov.br

Coleção Geral e Coleção São Paulo
(2º andar)
2ª a 6ª, das 09h às 19h
Tel. (11) 3775-0008
E-mail: cgbma@prefeitura.sp.gov.br

Coleção Circulante
Possui entrada própria pela Av São Luís, 235.
2ª a 6ª, das 8h30 às 20h30. Sábados, das 10h às 17h
Tel. (11) 3775-0004 / 0006
E-mail: circbma@prefeitura.sp.gov.br

Hemeroteca – Prédio Anexo
Rua Dr. Bráulio Gomes, 125/139

Coleção de Periódicos, Multimeios e Coleção ONU
2ª a 6ª, das 09h às 17h, mediante agendamento
Tel. (11) 3775-1402 / 3775-1401
E-mail: hemerotecabma@prefeitura.sp.gov.br

Atualidades (periódicos recentes) – 2º andar
2ª a 6ª, das 8h30h às 20h30, acesso livre

Endereço:

Edifício principal
Rua da Consolação, 94
Telefone: (11) 3775-0002
Edifício anexo
Rua Dr. Bráulio Gomes, 125/139

A biblioteca fica próxima ao edifício Copan e das estações Anhangabaú e República do metrô.

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Cartas da Prisão – Frei Betto

Este livro reúne cartas escritas pelo Frei Betto entre 1969 e 1973, durante sua prisão pela ditadura militar. É um registro dos períodos mais obscuros de nossa história, que começa com a morte do líder da Aliança de Libertação Nacional (ALN), Carlos Marighella e a prisão de Frei Betto, acusado ajudar  membros da ALN.

Fonte: Skoob

O livro trás as correspondências trocadas entre o frei e amigos, colegas, irmãos de fé e principalmente com os pais e os irmãos, nos quatro anos que ficou preso. Inicialmente ele ficou preso com outros presos políticos, mas depois foi enviado para presídios de presos comuns.

Nessas cartas o Frei Betto conta como que é a vida na prisão e nos trás algumas reflexões sobre a religião e o papel da Igreja.

São cartas lindíssimas e apaixonantes.

Em algumas cartas ele cita alguns livros que são leituras obrigatórias, e como amei algumas referências, vou citar abaixo, só algumas.

 jogo das contas de vidro – Herman Hesse

Admirável mundo novo – Aldous Huxley

Incidente em Antares – Érico Veríssimo

A laranja mecânica – Anthony Burgess

 Vale a pena ler e ter esse livro!!!

Fonte: Wikimedia Commons

Para quem se interessou pela história do Frei Betto, pode entrar no site do próprio e conhecer outros livros importantíssimo dele. Recomendo a leitura do livro Batismo de Sangue. =D

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A primavera do dragão: a juventude de Glauber Rocha – Nelson Motta

Depois desse período festivo, deixei a preguiça de lado é li meu primeiro livro do Nelson Motta, “A primavera do dragão: a juventude de Glauber Rocha”, a principio não gostei da forma como o Motta escreve, mas como é o meu primeiro livro dele, relevei.

Fonte: Revista bula

O livro conta como foi a juventude do cineasta Glauber Rocha, baiano de Vitória da Conquista que foi consagrado em Cannes com apenas 25 anos. Motta reconta a trajetória desse cineasta, produtor e ator, que virou símbolo do Cinema Novo.

O livro começa contanda a história de como os pais de Glauber se conheceram em Conquista e como foi sua infância até sua mudança para Salvador, onde estudou nos melhores colégios da cidade, até entrar no curso de Direito na Faculdade de Direito da Bahia, atualmente é a Universidade Federal da Bahia. Glauber não ficou muito tempo no Direito, largou tudo para inicia uma breve carreira jornalística e depois foi para o Cinema.

Basicamente o livro pode ser dividido em duas partes, a primeira conta a juventude do Glauber e a segunda, como foi as filmagens dos filmes, principalmente de “Deus é o Diabo na terra do sol”.

Fonte: UOL

É uma leitura rápido, o leitor pode ler em uma tarde sem problemas, pois é bem ilustrado e os títulos dos capítulos levam duas páginas… O livro possui vários capítulos.

Quando terminei a leitura, não resisti e assisti o filme “Deus é o Diabo na terra do sol”. Ele está disponível no youtube, como não sei se ainda possui direito autoral não posso compartilhar.

 Vale a pena ler o livro e assistir o filme.

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O sol do Brasil – Nicolas-Antoine Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de D. João (Lilia Moritz Schwarcz)

Livro da historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, professora titular da USP e da Global Scholar na Universidade de Princeton (EUA). Já ganhou três prêmios Jabuti, inclusive com o “O sol do Brasil” como de melhor biografia de 2009. Escreveu diversos livros, entre eles: As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicosD. João Carioca – A corte portuguesa chega ao Brasil 1808-1821, Um enigma chamado Brasil, Nem preto nem branco, muito pelo contrário e o mais recente Brasil: uma Biografia. Atualmente a Lilia é curadora adjunta do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP.

Fonte: Companhia das letras

O livro conta a trajetória de Nicolas-Antoine Taunay, artista do círculo de Napoleão e Josefina, que desembarcou no Brasil em 1816, acompanhado de outros pintores como Jean-Baptiste Debret e Grandjean de Montigny. Depois da queda de Napoleão, todos que o apoiavam não eram bem quistos no reinado dos Bourbon. Quando aportou no Rio de Janeiro, tinha a intenção de se transformar em pintor do rei.

Fonte: Livraria Cultura

O livro afirma que nunca existiu uma “missão francesa” , e que D. João nunca contratou artistas para a sua corte, alias, a vinda forçada dele foi por causa de Napoleão. Ao contrário, foram os artistas que se autoconvidaram, com o propósito de enriquecer e criar uma Academia, semelhante ao do México.

A vida de Taunay no Brasil não foi lá essas coisas, ele odiava tudo. Primeiramente ele não tinha o material para a suas pinturas. Segundo, como ele viveu a Revolução Francesa, era difícil viver num país escravocrata, mesmo ele tendo o seus próprios escravos.

Taunay reclamava luz excessiva do Brasil, além das cores das florestas  e do céu do Rio de Janeiro, que ele considerava “exagerado”.

Quando finalmente saiu a Academia, Taunay consegui um cargo na estrutura da instituição, mas todos os cargos importante foram preenchidos por portugueses, nomeados por D. João.

Gente vale a pena ler, particularmente não gostei do Taunay, ele odiava o Brasil.

O livro é lindíssimo, possui várias ilustrações em preto-e-branco e dois cadernos coloridos com 45 telas.

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Fundação Ema Klabin

A Fundação Cultural Ema Gordon Klabin é uma instituição sem fins lucrativos, que tem por finalidade a promoção e divulgação de atividades culturais, artísticas e científicas, além da transformação da residência de Ema  Klabin em museu. Além da visitação pública, a Fundação Ema Klabin tem cedido suas obras para inúmeras exposições no Brasil e na Europa.

Fonte: Fundação Ema Klabin

A Fundação localiza-se num terreno, de quase 4.000 m2, numa região de alto padrão, a residência de Ema Klabin foi projetado pelo engenheiro-arquiteto Hipólito Pujol Jr. no final da década de 1920, nos mesmos moldes das cidades-jardim britânicas.  E sua construção, foi executada pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker, em meados dos anos 50, para abrigar a coleção reunida por Ema Klabin. A decoração ficou foi a cargo do decorador Terri Della Stuffa, responsável pela distribuição e adaptação das peças pelos ambientes da casa.

Fonte: Fundação Ema Klabin

A Fundação Ema Klabin fica próximo de duas outras instituições culturais: O MUBE – Museu Brasileiro da Escultura e o MIS, Museu da Imagem e do Som.

Fonte: Fundação Ema Klabin

Com relação a visitas, a Fundação tem dois dias na semanas que é gratuito e não precisa de agendamento.

Sextas-feiras livres (gratuito e sem agendamento)
Aos sábados de apresentação musical (duas vezes por mês) a visitação à casa é gratuita das 14h às 16h30 e não há necessidade de agendamento.
Horários: 14, 15, 16 e 17 horas.
Máximo de 20 pessoas por visita.
Crianças a partir de 12 anos.
Entrada: 10 reais ou 5 reais para estudantes, terceira idade. Gratuito para professores.
Recomendamos chegar 10 minutos antes da visita.
A visita costuma levar entre 1h e 1h30.

Endereço:

Rua Portugal, 43
Jardim Europa | São Paulo | SP | Brasil
CEP 01446-020 | Telefone (55) (11) 3897-3232

Mais informações: Fundação Ema Klabin

 

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